O Live 8 é um evento idealizado por Bob Geldof, o mesmo do Live Aid de 20 anos atrás. A idéia não é arrecadar dinheiro, mas pressionar os líderes das nações mais ricas do mundo que se encontrarão hoje na capital da Escócia na reunião anual do G8. Entre outras coisas, Geldof propõe o total cancelamento da divida externa e um comércio mais justo para os países africanos.
É difícil afirmar se essa pressão vai significar alguma coisa para os tais líderes do G8, mas os shows realizados no último sábado já vão entrar pra história pela sua magnitude e seus grandes momentos.
1. Pink Floyd com Roger Waters depois de 24 anos

Vale lembrar que essa é a formação de maior sucesso e não a formação original como muita gente escreveu e/ou falou por aí. A impressão foi que Roger Waters nunca sequer saiu do Pink Floyd ou até mesmo passou anos brigando na justiça pelo nome da banda, tamanha a perfeição da apresentação e presença de palco da banda completada por Nick Mason, Richard Wright e o melhor guitarrista do mundo, David Gilmour.
2. Paul McCartney
Foi o responsável pela abertura do Live 8 junto com Bono Vox e Cia. (cantaram “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”) Além de encerrar com uma seqüência matadora de Get Back, Drive My Car, Helter Skelter, The Long and Winding Road e o trecho final de Hey Jude.
3. Coldplay e Richard Ashcroft
"Agora, quero chamar um dos melhores cantores para tocar uma das melhores canções já escritas..." Assim, Chris Martin apresentou o ex-vocalista da excelente banda The Verve. Exageros à parte, a performance de “Bittersweet Symphony” foi mais um grande momento do dia.
4. REM
“Everybody Hurts” foi um dos momentos mais emocionantes do dia. Além, de uma ótima presença de palco de Michael Stipe com sua dança e máscara um tanto quanto distinta.
5. The Who
Pete Townshend deu um show à parte mostrando que o título de uma das bandas mais energéticas da história não é à toa.